Tecnologia é produto do projeto Monitoramento Participativo dos Territórios Tradicionais, que atua no Pará, no Maranhão e no Amazonas
Se você chegasse na sede da associação Assuremacata, na Reserva Extrativista Marinha Caeté Taperaçu, em Bragança, no Pará, solicitando dados ou precisando realizar um cadastro, o único caminho era um documento realizado de forma manual, armazenado nos arquivos da associação. Porém, na próxima semana, o cenário vai mudar.
O projeto Monitoramento Participativo dos Territórios Tradicionais, uma iniciativa Amazônia +10, irá entregar à associação uma ferramenta de gestão de dados atualizável, com o objetivo de sistematizar e facilitar o gerenciamento das informações geradas e armazenadas pela Assuremacata.
O pós-doutorando do projeto, o Prof. Dr. Uriens Ravena, explica que além de um armazenamento de informações importantes para a comunidade, o instrumento busca embasar articulações internas e externas realizadas pela associação. “Como um produto colateral do nosso projeto, a gente desenvolveu uma base de dados unificada com todos os dados dos associados, da associação, assim como construiu um dashboard como um instrumento de gestão atualizável para a gestão dos dados dessas pessoas, para que eles consigam articular junto ao poder público, diálogos políticos, diálogos interinstitucionais e burocráticos de uma forma muito mais eficiente.”, explica o professor.

Integrantes da Assuremacata coproduziram os dados que compõem o dashboard.
A ferramenta será apresentada na segunda semana de setembro no formato de um dashboard, que consiste em um painel visual que organiza os indicadores e informações em uma única tela, facilitando a visualização e a tomada de decisões.

Interface da ferramenta de gestão de dados, criada pela equipe do projeto em conjunto com a Assuremacata.
Além da apresentação do instrumento, a equipe do projeto vai promover uma capacitação com os comunitários, para que a gestão da associação possa atualizar os dados e utilizar a ferramenta de acordo com a necessidade. O dashboard faz parte de uma demanda da comunidade, que foi atendida como produto colateral do projeto Monitoramento Participativo.
Segundo a coordenadora geral do projeto, a Profa. Dra. Nírvia Ravena, a construção coletiva dessa base de dados faz parte de um dos pilares do projeto: a coprodução. “A coprodução é uma das marcas desse projeto, somada à importância da interação com base na cooperação, mas uma cooperação que tem a questão dos recursos de poder mais alinhada pela facilitação do nosso projeto”, explica.


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