Evento foi promovido pelo British Council, em parceria com instituições de pesquisa e ensino na Amazônia
Por Roberta Cartágenes
O workshop “Sociobiodiversity, Mobility and Climate Action in the Amazon: Building interdisciplinary pathways for sustainable futures”, que aconteceu entre os dias 12 e 17 de outubro de 2026, em Belém, incluiu o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi em sua programação para discutir arte e engajamento público.
Os participantes do workshop, que eram pesquisadores em início de carreira tanto do Reino Unido quanto do Brasil, puderam conhecer o Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, participar de uma rodada de palestras sobre a temática e visitar as exposições disponíveis no parque.

A programação contou com as palestras da artista visual e programadora cultural Clarissa Passarinho, do documentarista Sam Liebmann, da arquiteta do Goeldi, Karol Soares, e da liderança indígena Kahyana, Ângela Kaxuyana, membro da Associação Indígena Katxuyana, Tunayana e Kahyana (AIKATUK).
Após a rodada de palestras e do debate, os participantes puderam realizar uma visita mediada das exposições “Diversidades Amazônicas” e “Katxar Kum Neero: o caminho das retomadas dos Katxuyana e Kahyana.”, concebida e narrada pelos indígenas por meio da AIKATUK.

Para o professor Angelo Martins, um dos coordenadores do evento e codiretor do Brazil Institute da Universidade de Birmingham, a escolha de realizar o workshop em Belém e promover atividades no Parque Zoobotânico não é por acaso.
“A Amazônia está no centro dos grandes desafios do nosso tempo, como a crise climática, a perda de biodiversidade e as desigualdades sociais. Por isso, não faz sentido discutir o futuro da região apenas de fora dela. Realizar o workshop em Belém, cidade que sediou a COP30, significa produzir conhecimento a partir do território, em diálogo com quem vive e pesquisa a Amazônia todos os dias”, explica o professor.

Participantes do Workshop na exposição “Diversidades Amazônicas”
Sobre o Workshop
O workshop “Sociobiodiversity, Mobility and Climate Action in the Amazon: Building interdisciplinary pathways for sustainable futures” foi promovido pelo British Council, em parceria com a Universidade de Birmingham, por meio do Instituto Brasil, o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA), da Universidade Federal do Pará e o Museu Paraense Emílio Goeldi, por meio da iniciativa Amazônia +10.
O workshop visou integrar pesquisadores doutores em início de carreira, originários de diversos países do mundo e de estados do Brasil, incluindo o Pará, em uma experiência imersiva sobre ciência na Amazônia. O evento no Museu Paraense Emílio Goeldi fez parte de uma extensa programação de palestras, oficinas e atividades práticas.
A professora Nírvia Ravena, coordenadora do projeto Monitoramento Participativo, que faz parte do Amazônia +10, explica que o workshop visou uma integração entre os pesquisadores e as comunidades, além de uma imersão na ciência feita na Amazônia.
“O workshop teve uma adesão grande de alunos e a gente observou o envolvimento também das comunidades tradicionais, das lideranças, no sentido de monitoramento daquilo que foi discutido durante o workshop. Além disso, as vivências também em áreas tradicionais deram aos alunos, mesmo aos alunos brasileiros, uma perspectiva mais profunda daquilo que ocorre nesses territórios”, pontua a professora.
Continuidade na parceria
A realização de parte do evento no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio é uma continuidade de uma parceria com o Brazil Institute da Universidade de Birmingham.
Desde 2025, a Universidade de Birmingham e o Museu Emílio Goeldi estabeleceu parcerias, iniciando com o projeto Immerse Amazônia Summer School, que levou 24 estudantes do Reino Unido e da Amazônia para um intercâmbio de conhecimentos sobre as mudanças climáticas na Estação Científica Ferreira Penna do MPEG, na Floresta Nacional de Caxiuanã, no Marajó (PA).
Em abril deste ano, professores da universidade visitaram o parque e as exposições, com o objetivo de apresentar o acervo do Museu e fortalecer as relações institucionais entre as instituições.
O objetivo é que a parceria tenha continuidade, visando a partilha de conhecimentos, experiências e da ciência entre a Amazônia e o Reino Unido.
Créditos das imagens: Comunicação Museu Paraense Emílio Goeldi


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